O segmento hospitalar precisa de projetos robustos, precisa absorver conhecimentos específicos que já existem em outros mercados, não precisa reinventar a roda.

É imprescindível que nós, gestores, elevemos o profissionalismo de nossas abordagens.

Precisamos imediatamente controlar o fluxo de pessoas que entram e saem de áreas restritas da mesma forma que já é feita nos aeroportos. Sem isso, os programas de qualidade e segurança continuarão patinando, cheios de boas intenções e poucos resultados;

Precisamos urgentemente dimensionar o número de colaboradores para o atendimento médio adequado, como já fazem as grandes lojas, mercados e bancos. Cada colaborador sobrando representa um custo fixo de ociosidade que não é sustentável, e o colaborador que fica jogando paciência em um balcão, certamente impactará na qualidade dos insumos utilizados, pois a fonte de receita é a mesma. Sem isso, sem essa consciência, não haverá investimento que seja suficiente;

Precisamos melhorar a logística e a negociação. Precisamos entender, como as grandes redes varejistas já entenderam há muito tempo, que estoque é dinheiro. Estoque parado é caixa vazio. Caixa vazio é igual à dificuldade para negociar;

E o que dizer do atendimento? E o que dizer da hotelaria? E da gastronomia? E da pontualidade? E dos sistemas de informações? E da limpeza, segurança, manutenção?

Colegas, os exemplos estão todos aí fora… basta olhar e ver…

Aprendam, copiem, adaptem os casos exitosos de seus lugares e produtos prediletos. Inspirem-se nos shoppings. Com o Uber, com as plataformas digitais, com a Canon, com a IBM, com a Renner. Façam a ponte, tão menosprezada com os clientes hospitalares;

Doutores! Revejam o modelo do seu negócio. Planejem seus investimentos. Invistam no que dá resultado. Estabeleçam tolerância zero, limites éticos robustos para o relacionamento profissional. Criem redes colaborativas, estabeleçam parâmetros justos de remuneração e meritocracia. Diferenciem-se pelo resultado assistencial. Esta é a sobrevivência. O modelo anterior afundou! Caiam fora!

Enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos… implantem controles operacionais determinantes. Atuem com supervisão presente, próxima ao paciente e familiares. Fujam da distância que oferece uma proteção enganosa.

Enfrentem! Cobrem! Atuem com clareza a cada medicamento esquecido, cada horário não cumprido, cada refeição inadequada ou postura indesejada. Gerem registros, checklists, relatórios, prêmios e advertências.

A cada evolução que conseguimos, ficamos mais próximos do hospital que nossos clientes desejam. O segmento hospitalar tem muitas dificuldades. Dificuldades enormes, que somente serão vencidas com a intensidade e comprometimento dos gestores, executivos, médicos, lideranças e colaboradores que arregaçam as mangas todos os dias.

Quando optamos por trabalhar em um hospital, todos nós assumimos a responsabilidade de sermos profissionais para com a vida humana, e temos a missão de fazer render cada moeda, cada centavo, da melhor maneira possível, só assim conseguiremos tratar o próximo, com um atendimento mais humano.

Gerente de Operações no Hospital Moinhos de Vento, tendo exercido as seguintes competências: Avaliador Líder para Acreditação ONA na Fundação Vanzolin; Consultor de Qualidade e Processos Central Nacional e Gestor de Planejamento e Processos pela UNIMED Sorocaba.

Leave a Comment