Cada vez que uma instituição de Saúde identifica suas fraquezas e procura melhorá-las, investindo no fortalecimento de sua gestão, está ao mesmo tempo aumentando a força de seus serviços e da entrega do produto final, que é um melhor atendimento ao seu paciente. Saber trabalhar esse processo de forma responsável e eficaz é o caminho para alcançar a maturidade de gestão hospitalar.

O primeiro passo neste caminho é identificar onde a instituição está em matéria de gestão e definir onde se quer chegar e, para isso, é importante a realização ou a atualização do planejamento estratégico e a elaboração de um plano empresarial.

1. Planejamento Estratégico

Uma vez definido o posicionamento estratégico, que permite a instituição identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, a organização poderá traçar metas, definir indicadores e elaborar o orçamento para acompanhar esses objetivos. Depois desse processo, é hora de focar na identificação e solução dos problemas que geram ineficiência e desviam do caminho desejado.

Um planejamento só é válido se tiver acompanhamento, por isso é importante haver reuniões mensais de acompanhamento de resultados, capazes de acompanhar os indicadores, realizar as avaliações e definir ações para realinhar a operação em direção aos objetivos definidos.

2. Revisão de Processos

Apesar das instituições de Saúde usarem sistemas informatizados de gestão para otimizar seus processos, não é raro eles terem sido elaborados em épocas passadas e precisarem ser revisados e incorporados com as boas práticas atuais. Feito isso, haverá uma tendência maior em ganhar eficiência, reduzir desperdícios, melhorar a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, além de atingir um aumento no faturamento.

Uma questão importante a ser considerada na revisão dos processos é a busca de um alinhamento completo da operação para entregar os objetivos e metas traçados, que pode também ser feito nas reuniões de monitoramento do plano estratégico.

3. Acompanhamento de Indicadores

Acompanhar indicadores é acima de tudo um ato de disciplina, porque, mais do que ter indicadores para tudo, a instituição de Saúde precisa se perguntar se eles são os indicadores que a instituição precisa, se estão alinhados ao plano estratégico, se são avaliados de forma sistemática e se as ações são tomadas em caso de identificação de resultados fora do desejado.

Ter indicadores e não avaliá-los é pior que não tê-los, pois gastou-se tempo na elaboração e na coleta dos dados, e este esforço deve ser avaliado de forma sistemática e periódica para reorientar as ações.

Por tudo isso, é importante as instituições olharem para dentro de si, para identificar e buscar soluções de problemas internos que geram desperdícios, perdas de faturamento, custos desnecessários, aumento do ciclo de faturamento e outros que estão ao alcance dos gestores e, em geral, não dependem de agentes externos para sua solução.

Roberto Gordilho é fundador da GesSaúde, mestrando em administração, especialista em sistemas de informação, engenharia de software, desenvolvimento web e em finanças, contabilidade e auditoria, possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de tecnologia e gestão, sendo 15 na área da Saúde.

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